Por que #BodyPositive?

terça-feira, janeiro 10, 2017

O que define uma pessoa ser gorda ou magra? O número da balança? O tamanho da roupa que usa? 


A mídia que te diz o que é gordo ou magro. Sempre foi assim e será por ainda muitos anos, já que a mídia (publicitária, principalmente) é quem tem os maiores lucros com o mercado da beleza/estética. Só para te introduzir um pouco no assunto, quando vai ao museu já reparou que os quadros da época renascentista, como por exemplo a representação de Vênus pintada por Ticiano no século XVI, mostra mulheres curvilíneas, com "barrigas positivas", culotes e tudo que hoje em dia é visto como um corpo gordo

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Os quadros eram pintados dessa forma para mostrar a beleza da mulher, já que na época o corpo curvilíneo era mais comum entre as mulheres da realeza, que se alimentavam melhor e não trabalhavam no campo. 

Consegue perceber que, quem ditava a beleza na época, eram os artistas e as pessoas com maiores riquezas? Hoje em dia permanece o mesmo princípio, mas de maneiras diferentes. 

Há anos revistas, televisão e tudo que pudesse ser visual se apropriou da beleza magra, com o mínimo de curvas possível, nada grande ou pequeno demais. O modelo que uma mulher deve seguir é igual àquela que está estampada na propaganda da loja de lingerie, barriga chapada, sem dobrinhas ao sentar, pele impecável, espaço entre as coxas, um bom tamanho de seios e bunda. Pronto, a mulher perfeita. 

Mas e quem não é aquela mulher? 

Eu, como muitas outras que conheço, não tem o corpo que possa chegar à essas medidas padronizadas. Não uso uma calça 36 e talvez nunca usarei. E eu sou vista como errada por isso. Passei anos da minha vida tendo a certeza de que eu deveria me adaptar e me enfiar numa calça 38, 36... O que fosse. Uma mulher não deve usar acima de 40, ou um tamanho G, tem que ser pequena, proporcional. 

A questão é que ao longo da minha vida também entendi que não sou gorda. Nunca cheguei a passar por situações nas quais meu peso impediu de fazer alguma coisa, como algumas meninas ativistas contra a gordofobia chegaram a me contar que viveram.  

Sou gorda demais para ser magra e magra demais para ser gorda. Onde me encaixo?

Ainda não consegui me encontrar, mas sempre busco pessoas que me inspiram a compreender toda essa situação de padrão de beleza. E é por isso que resolvi também compartilhar aqui. Uma das minhas "resoluções de ano novo" foi começar esse projeto. Depois de pesquisar bastante e falar com algumas pessoas, dou oficialmente o start ao projeto #BodyPositive aqui no Cute and Rude. 

Farei uma série de posts ao longo de algumas semanas, com entrevistas, depoimentos e pessoas que me inspiraram a entender o que realmente significa ser bonita e se sentir bonita. E convido todos e todas a acompanharem, mesmo quem já tem uma autoestima 100% definida, sempre é bom aprender mais sobre o outro. 

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