Mas você vai sozinha? Sim, vou!

segunda-feira, outubro 10, 2016

Pegar a mochila com algumas roupas básicas, um dicionário português-inglês, as economias do banco, passaporte e sair sem rumo, pelo Brasil, América do Sul, Europa... Mundo!


Eu sempre tive esse sonho e, principalmente quando bate aquele desespero de "o que estou fazendo com a minha vida?", a vontade de viajar sem rumo, sozinha por aí, cresce inexplicavelmente. A jornalista e escritora Gaia Passarelli fala justamente sobre as viagens que já fez e está fazendo, inclusive no seu blog, How To Travel Light, dá dicas de lugares maravilhosos em São Paulo.

Recentemente lançou seu primeiro livro "Mas Você Vai Sozinha?", contando sobre suas experiências em viagens pelo mundo, sobre lugares para conhecer e cuidados a serem tomados em determinados destinos. Mas sempre exaltando a própria companhia.

"É sobre coisas que fazemos quando estamos viajando. Não é sobre viajar para encontrar seu eu verdadeiro. Lugares aonde você "tem que ir", clichês tipo "largar tudo e conhecer o mundo", desenvolver super poderes. Não é um manual de como ser cool. É sobre não dar desculpas e ir viver a sua vida"




Conversei um pouco com ela, sobre o livro e suas experiências:

  • Muitas meninas tem medo/insegurança de viajar sozinha, pelo fato de serem consideradas "alvo fácil" para possíveis crimes e abusos. Você já teve esse medo? Como o superou?
Sim, acho que todas nós temos esses medos, e são medos com fundamento. O medo serve pra nos deixarmos mais atentas também. Só acho que não dá pra ficar morrendo de medo de tudo, escondida dentro de casa, dependendo da aprovação e segurança dos outros. Tem que enfrentar. E uma forma de enfrentar é entendendo o que você teme e por quê.

  • Você acha que a iniciativa de viajar sozinha está relacionada, de alguma forma, ao feminismo?
Não necessariamente. Uma mulher não tem que se assumir feminista pra querer viajar, e nem toda feminista tem que passar pela essa experiência de viajar sozinha para exercer seu feminismo. Agora, se olhamos para o viajar sozinha como uma forma de enfrentar julgamentos e acreditar na própria força, o tema acaba se relacionando a questões do feminismo, sim.

Mas Você Vai Sozinha / Gaía Passarelli, Anália Moraes

  • O livro é recém lançado, mas você já tem algum plano para um futuro próximo para novos projetos?
Viagem só em dezembro, e agora tô totalmente imersa na divulgação do livro, enquanto toco meu dia a dia normal, que inclui escrever como freelancer, cuidar da casa e ter tempo para fazer coisas como assistir séries (revendo as sete temporadas de Gilmore Girls), ler (The Beauty Myth, da Naomy Wolf) e dormir. Tô preparando meu primeiro livro de ficção, mas tenho certeza que esse processo é longo.

  • Qual foi a viagem mais louca da sua vida (até agora)?
Taí, não sei. Teve uma vez que viajei durante um mês por várias cidades de MInas, Espírito Santo e Bahia a bordo de um Fiat Uno 1.0, sem documentos e com dinheiro contado. Olhando pra trás, foi bem louco (e irresponsável) mas absurdamente divertido. Também teve uma vez que fui pro Coachella com um BFF e ficamos no camping do festival, sem dormir e enviando updates diários do festival pra um site no Brasil. Troféu esforço de reportagem.  


E para a experiência ficar ainda mais completa, nesse link você consegue fazer download de wallpapper para o celular com as ilustrações da Anália Moraes, que também fez as ilustrações do livro. E aqui você ouve as playlists do livro no Spotify, músicas perfeitas para serem trilhas sonoras de uma viagem. 

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