A empatia que nos falta

quarta-feira, julho 27, 2016



Uma questão que sempre me intriga nas pessoas no geral é a extrema falta de empatia. Ás vezes penso se cada um tivesse o mínimo de empatia pelo próximo que encontrasse na rua, na fila do banco ou esperando o ônibus, o mundo estaria menos caótico do que está. 

As notícias mais recorrentes nos jornais de todos os dias são de pessoas atirando descontroladamente em algum lugar lotado, sendo um ato de terrorismo ou somente um surto psicótico de alguém que precisava de ajuda e ninguém percebeu a tempo. São desastres atrás de desastres e mortes que nos deixa chocados por um período, até outro acidente pior acontecer. 

A primeira coisa que as pessoas se sentem no dever de fazer é julgar e condenar o erro alheio. Dificilmente encontra-se alguém que se coloca no lugar do outro, se vê na realidade do outro e tenta descobrir o porquê do ocorrido. Não estou querendo dizer que absolutamente todos aqueles que comentem erros (sejam perante as leis ou não) são completamente inocentes, mas sim que é preciso olhar para o outro como olhamos para nós mesmos. 

É tão fácil postar em redes sociais frases como "ninguém sabe da minha vida para me julgar", mas será que você que posta isso também não julga a vida de alguém? Estou em processo de aprendizado comigo mesma, me exercitando para não apontar o dedo para alguém antes de me colocar em seu lugar, ou somente viver minha vida sem me basear em mais ninguém. É difícil, mas vale a pena. 

Sentir empatia é se colocar no lugar de alguém, seja essa pessoa um morador de rua pedindo comida na calçada ou seu colega de trabalho que está tendo um dia difícil e acabou sendo um pouco rude. Basta compreender os sentimentos alheios. Apontar o dedo para condenar é comum e triste, exercite um pouco da humanidade que todos temos dentro de nós antes que nossa falta de empatia acabe nos destruindo. 

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