Vamos dividir um vinho?

quinta-feira, abril 28, 2016



Faz tempo desde que nos vimos pela última vez, um mês, mais ou menos? Não importa quantos dias fazem, o que importa é o tamanho da saudade que você deixou comigo. Imensa. Mal cabe em mim. Pois é, continuo um pouco exagerada, mas qual seria a graça se eu deixasse de ser assim? 

Vem passar essa noite aqui em casa, comprei duas garrafas do vinho que você me ensinou a gostar e não tem a mesma graça beber sozinha. Sei que sente minha falta também, mas seu orgulho nunca te deixou demonstrar seus sentimentos. 

Aprendi a cozinhar, não sei fazer pratos com nomes difíceis em francês, mas me ensinaram a fazer sushi e rolinho primavera, o que já é um bom começo para quem não sabia fritar um ovo para comer quando não tinha carne em casa. 

Vem e não se preocupa com a hora de voltar, pode dormir aqui se quiser. As noites estão muito geladas e com neblinas, não é seguro dirigir. Se você quiser, podemos nos esquentar na cama, dividindo o mesmo edredom, abraçados, com nossos corpos juntos.

Eu sei, também tenho medo de me perder novamente nos nossos sentimentos turbulentos e complicados demais, mas a minha vontade de você é maior do que esse medo, meu desejo de te ter junto a mim, por pelo menos mais uma noite, é muito maior. Não me importo se na manhã seguinte você saia sem se despedir, desligue o celular e suma de novo, as horas que passarmos juntos valerá a pena. 

Vamos nos arriscar mais uma vez, beber vinho, ficarmos alegres demais, falarmos bobagens um para o outro que não diríamos sóbrios, nos jogar na cama como dois adolescentes que não tem tempo a perder, deixar o sol nascer sem que a gente tenha pensado em dormir. Vamos viver e amar, deixar os medos e pudores da porta para fora, o que importa é o momento e o que fazemos dele. 

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