O individualismo de cada dia

terça-feira, dezembro 15, 2015



Se for dividir em porcentagem, passo em média 30% do meu dia dentro do ônibus, no trânsito. Nesse tempo, observo as pessoas ao meu redor, gosto bastante. E uma coisa que me chama a atenção é a maneira com que elas estão lidando com seu próprio tempo.

Eu sou um pouco viciada em celular, é a primeira coisa que faço pela manhã antes mesmo de abrir os olhos direito e a última que faço à noite, mesmo morrendo de sono fico atualizando as redes sociais como se fosse relevante o bastante pro mundo da internet. Enfim, fatos à parte, foi o celular que me chamou atenção nesses últimos dias. Sei que tenho teto de vidro quando se trata disso, mas no geral as pessoas estão indo além do "aceitável". 

Em um percurso de, mais ou menos, 40 minutos dentro do ônibus, pelo menos mais da metade está de cabeça baixa olhando para a tela do celular, seja respondendo mensagens, conferindo o que os amigos (ou nem tão amigos assim) estão postando nas redes sociais, escolhendo uma música ou jogando algum joguinho viciante da moda. Já cheguei a ver até mesmo o motorista, durante o sinal vermelho ou enquanto o trânsito não anda, conferindo as mensagens no celular. 

É quase frustrante quando vejo dois ou mais amigos juntos no ônibus, ao invés de conversarem, com a cabeça baixa mexendo no celular. Muitas vezes o pôr do sol está lindo, laranja, rosa e roxo, cores se misturando em meio as nuvens e prédios, aquele momento raro que a poluição permite um gostinho de natureza, e praticamente todo mundo está ocupado demais com coisas banais e irrelevantes na internet. 

Na maior parte das vezes, também sou uma dessas pessoas "ocupadas" demais no celular pra prestar atenção em qualquer outra coisa, nem que seja no casal de velhinhos caminhando na praça de manhã de mãos dadas, mas estou tentando melhorar aos poucos. Talvez seja por isso que tenho reparado cada vez mais como todos estão individuais e fechados demais pro mundo exterior. 

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