Incógnita

sábado, agosto 23, 2014

O café esfriou em cima da mesa e ela nem se importou. Estava muito longe, pensando sobre seu passado e futuro. Analisando o que poderia ter feito e o que faria pra melhorar seu bem estar.O passado era constituído por amores perdidos, sentimentos deixados pra trás, pessoas que eram conhecidas como amigos e que hoje nem se dão ao trabalho de retornar as ligações; o futuro era como aquelas caixinhas de mágico: nunca se sabe o que vai sair lá de dentro. Mas ela não queria muitas surpresas, ela queria fazer acontecer e ter controle sobre o que aconteceria, mas sabia que era impossível. Por isso, passava horas de seus dias pensando sobre o que faria e sobre o que fez. Era em vão. Mas lhe fazia bem, independente do que diziam sobre sua mente avoada e sobre seus devaneios.
Vez em quando pegava cartas e fotografias antigas e se lembrava com riqueza de detalhes dos bons momentos que viveu. Mas hoje, especificamente, ela não queria se afundar em nostalgias, ela queria analisar sua vida e tomar atitudes antes que seja tarde demais, antes que a vida acabe.

Por isso, desta vez, o café esfriou, o disco acabou, o sol se foi e ela chegou à uma conclusão: iria deixar sua vida nas mãos do destino, deixar que ele tome conta e a ajude a tomar os rumos certos. Porque não adianta mais se preocupar em desvendar os mistérios da vida, ela é muito mais complicada do que uma caixa de mágico.

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