Aprendi a lidar sozinha.

quinta-feira, agosto 14, 2014

Go On by Beeshop on Grooveshark



Poderia contar uma história triste ou ainda uma daquelas histórias em que a mocinha sofre do começo ao fim, até que encontra um príncipe que a faz ver as coisas lindas do amor. Mas não, vou contar uma história real, a minha história. Vou pular algumas partes que não merecem ser mencionadas, muito menos as pessoas que delas participaram. 

Eu já prometi inúmeras vezes não chorar mais e não acreditar em ninguém que me promete algo, mas é inútil. É como prometer parar de fumar e parar na primeira padaria pra comprar um maço de cigarros, percebe? É como um vício. Digamos que pode ser comprado a um vicio tão ruim e sujo como o cigarro. Já me tranquei sozinha no quarto pra chorar e saí com um sorriso mais amarelo que eu encontrei. Sei que não sou a única a fazer isso, mas talvez seja uma das poucas capazes de admitir.  

Muitas pessoas que juraram passar a vida ao meu lado hoje nem ao menos lembra meu nome quando encontro ocasionalmente em alguma esquina qualquer. E isso dói, e o que me faz sentir mais dor é o fato de que eu nunca as esqueci. Eu devo ser o tipo de pessoa que passa pela vida alheia e que não faz a menor diferença se existiu ou deixou de existir. Ou ainda, aquela que serve só pros momentos de solidão e que depois é descartada como um guardanapo usado ou um copo de plástico. Pode me chamar de dramática ou qualquer outra coisa, não ligo. Já deixei de ligar pra muita coisa com o passar do tempo, assim como as pessoas deixaram de ligar pra mim. Mas eu não culpo ninguém, entendo que talvez tenham outras prioridades. Talvez eu não tenha sido interessante o suficiente. Mas que diferença isso faz hoje? Nenhuma. Não trará de volta nenhum dos amigos que perdi. 

Hoje, meus amigos são papel e a caneta. Eles sim, sabem exatamente como me sinto e como eu sou. Não me abandonam e ainda me ajudam a expor sentimentos complicados e abstratos. Não me importo de ficar sozinha, desde que eu tenha um papel em branco e uma caneta, eu consigo me sentir completa. Porque posso escrever o quanto eu amei você, os momentos que passamos juntos e assim, relembrá-los com detalhes e revivê-los, nem que seja por um instante. Me sentir ao seu lado, mesmo que seja nas minhas mais remotas memórias, guardadas com cada palavra, fotografia, em cada verso das músicas que um dia ouvimos juntos. 

E agora, me vejo aqui ligeiramente perdida, um pouco solitária, esperando alguém que talvez nunca apareça e, acima de qualquer coisa, com saudades infinitas de momentos que não voltam nunca mais.

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