Remember

quinta-feira, maio 08, 2014

É difícil escolher, entre tantas formas diferentes de dizer, um jeito certo. Na verdade, acho que não há um jeito certo de se transformar em palavras algum sentimento, por mais claro que ele possa ser, ele se transforma em algo confuso e abstrato demais pra ser descrito. Não é tão fácil quanto você demonstrá-lo com um abraço quente e apertado, onde não se precisa dizer mais nada, porque só o corpo é capaz de explicar todo e qualquer sentimento. 

Então é isso, eu não sei escrever e nem descrever algo que eu sinto, porque, mesmo que eu seja decidida sobre o que eu quero e sobre quem eu sou minhas palavras nunca são suficientes e isso me deixa frustrada. Não quero me mostrar a ninguém, prefiro ficar guardada dentro de mim mesma, me protegendo contra essas confusões todas; só quero soltar e me livrar desse monte de palavras e sentimentos espalhados e perdidos dentro de mim. Sentimentos esses que me fazem ficar acordada horas e horas deitada na cama, não me deixam fechar os olhos sem pensar, no mínimo, um milésimo de segundo em você. Não deixam passar outra coisa pela minha cabeça que não envolva você, nós. E, sabe o lado ruim disso tudo? É que, por mais que eu pense, por mais que eu deseje, não posso passar 24h do meu dia ao seu lado; Não posso simplesmente imagina-lo e você aparecer aqui, na minha frente. Ah, isso seria perfeito. Mas como sempre, a realidade fala mais alto. Ela sempre me acorda desse meu transe de você. Por isso, quando eu não consigo dizer, nem escrever o que eu sinto e o que preciso, eu simplesmente te observo. Observo o seu olhar, seu sorriso, seu corpo. Porque é o mínimo e, ao mesmo tempo, o máximo que eu posso fazer. Quando não posso te abraçar ou te tocar, eu me agarro às lembranças que eu guardo bem lá no fundo de mim mesma. 

E é por me sentir tão pequena e tão grande; tão forte e tão fraca, que eu me disponho à escrever palavras tão confusas, de sentimentos tão concretos.

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