O futuro de ontem

terça-feira, abril 29, 2014



Tive uma epifania e percebi que praticamente ninguém me viu debaixo da maquiagem que faço questão de passar todos os dias de manhã. Quase ninguém reparou nas pintas que tenho no rosto, na minha mania de mexer nos cabelos, em como gosto de tomar meu café de manhã e quais são meus livros favoritos. Percebi que depois de passar tanto tempo reparando nas pessoas que me cercavam, esqueci de mostrar a elas quem eu realmente era e o que sentia por baixo de toda aquela máscara.
Admito que a maior parte da culpa por eu ser solitária hoje em dia foi por medo de arriscar, de fazer o que me dava vontade. Minha zona de conforto era maior que meu lado aventureiro, minha rotina era mais convincente do que uma proposta inesperada de trabalho. 
Hoje me olho no espelho e não tenho a companhia nem do meu próprio reflexo, que se pudesse fugiria de mim com vergonha de refletir a silhueta de uma pessoa tão covarde. 

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